VIDA
Evando com 3 anos.
Aos 3 anos.

Evando Nascimento é escritor, ensaísta e professor universitário. Autor dos livros de ficção Cantos profanos (contos) (Globo / Biblioteca Azul, 2014; semifinalista do Prêmio Oceanos–Itaú Cultural 2015), Cantos do mundo (contos) (Record, 2011; finalista do Prêmio Portugal Telecom 2012) e Retrato desnatural (diários 2004 – 2007) (Record, 2008; semifinalista do Prêmio Portugal Telecom 2009). Seu trabalho se move principalmente entre Literatura, Filosofia & Artes.

Atualmente, mora no Rio de Janeiro, dedicando-se sobretudo à escrita, em particular de ficção, além de ensaios. Sua atividade literária e ensaística tem tido amplo reconhecimento por parte de críticos como Italo Moriconi, José Castello, Silviano Santiago, João Cezar de Castro Rocha e Karl Erik Schøllhammer, entre outros. Igualmente, escritores como Luiz Ruffato, Sérgio Sant’Anna, Armando Freitas Filho e Alberto Mussa fizeram declarações extremamente favoráveis. Foi considerado por Leyla Perrone-Moisés, em artigo no suplemento “Ilustríssima”, da Folha de S. Paulo, como um dos escritores que, no Brasil, faz uma literatura exigente.

Nasceu em 08 de agosto de 1960, em Camacã – Bahia, perto de Itabuna e de Ilhéus, na região do cacau. A cidade tem o nome de uma tribo indígena representada por Jean-Baptiste Debret no século XIX e hoje quase extinta, sobrevivendo assimilada aos pataxós-hã-hã-hães, no Extremo Sul do Estado, próximo a Porto Seguro. Aos 14 anos, mudou-se com os irmãos para Salvador, onde cursou o ensino médio no Instituto Social da Bahia. Fez a graduação no Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia. Em 1983, foi para o Rio realizar o Mestrado na Pontifícia Universidade Católica e, em seguida, o Doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nos anos 1990, passou cinco anos na França, dois dos quais com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), como aluno de Jacques Derrida, na École des Hautes Études en Sciences Sociales, onde apresentou trabalho, e de Sarah Kofman, na Sorbonne. Foi nesse período que decidiu escrever a tese que se tornaria o livro Derrida e a literatura: “notas” de filosofia e literatura nos textos da desconstrução (3ª. ed. É Realizações, 2015; 1ª. e 2ª. ed. EdUFF, 1999 e 2001). Depois desse período, lecionou entre 1993 e 1996 literatura e cultura brasileiras na Université Stendhal, de Grenoble. Ao retornar ao Brasil, ensinou e pesquisou na Universidade Federal Fluminense, num estágio como recém-doutor. Foi professor-visitante na Universidade Federal do Espírito Santo em 1998 e 1999. Tornou-se professor efetivo na Universidade Federal de Juiz de Fora em 2000. Realizou em 2004, na Maison de France, o Colóquio Internacional Jacques Derrida: Pensar a Desconstrução, numa parceria entre a UFJF e o Consulado da França no Rio de Janeiro; Derrida proferiu a conferência de abertura, sendo esta sua última intervenção pública. Não se considera seu seguidor ou discípulo, apenas um leitor especial e atento aos textos das desconstruções.

Realizou, em 2007, um pós-doutorado sobre as relações entre o pensamento de Jacques Derrida e o de Walter Benjamin, na Universidade Livre de Berlim, sob a supervisão de Winfried Menninghaus. Como escritor e como professor, participou de mesas-redondas, ministrou cursos e palestras, em diversas instituições nacionais e internacionais, entre elas a UFBA, a USP, a UFMG, a Universidade de Paris e a Universidade de Manchester.

Dirige a Coleção Contemporânea: Filosofia, Literatura & Artes, para a editora Record (selo Civilização Brasileira), com a participação de nomes como Antonio Cicero, Karl Erik Schøllhammer, Rosa Dias, Márcio Seligmann-Silva e Paulo Henriques Britto, entre outros. Tem publicado artigos, depoimentos e resenhas nos principais suplementos culturais do Rio e de São Paulo.